I loved to be in New York ♥
sexta-feira, 6 de abril de 2012
sábado, 24 de março de 2012
O Amor não é um jogo
C- E tu, mente? E tu que atraiçoaste o meu coração, contrariando o sim que ele palpitava, dizendo-lhe que não.
M- Eu só fiz o melhor para ti!
C- O melhor era eu viver este amor. Este que eu tanto desejei, e quando o conquistei, tu injectaste-me com um antídoto forte, um daqueles que deixam os apaixonados fracos, sem forças para lutar pela relação. Injectaste-me para desistir!
M- Coração, acredita... foi tudo para o teu bem, para não sofreres como tens sofrido até agora.
C- Mas, mente, eu sentia-me tão bem com ele. Esta relação não começou à muito tempo, mas eu ficava em chamas cada vez que ele me tocava, pulava de alegria cada vez que o via, estremecia cada vez que ele sorria.
M- Isso são só disparates, coração! Depois das facadas embebidas em amor que tens levado, ainda não aprendeste que o amor é só uma ilusão. É como um fantasma.. todos falam dele, mas nunca ninguém o viu.
C- Não... não... não digas isso. Não sabes o que dizes. Nunca te sentiste amada, e nem se quer sabes conjugar o verbo amar.
M -E tu que gostas de tantos?!
C- Mas nunca amei nenhum. Foram apenas umas paixões, coisas passageiras da vida. Este amor que me tens impedido de viver é diferente. Ele não tem medo de me revelar as suas fraquezas. Ele luta para que eu não desista deste sentimento.
M -Coração, coração... és tão ingénuo. Olha para ti... Pareces uma criança enquanto come um doce. E o doce não dura para sempre, acaba, tem um fim! ‘Acabou’ ou ‘não há mais porque faz mal’. E cadê o amor? Dá a mesma desculpa. É tudo temporário! Ele expreme-te até conseguir o que quer, depois vai embora e deixa-te abandonado a outro amor.
C- Tu não acreditas que há amores que duram para sempre? Que há sentimentos que perduram até à morte?
M -Acredito, sweetheart.
C- Então porque é que estás a dizer essas coisas?
M- Porque sei o que vai acontecer se fores com ele.
C- Mas eu pressinto que desta vez é diferente.
M- E porque é que há-de ser diferente?
C- Ele age de maneira diferente. É mais romântico e quer ficar comigo para sempre.
M- Tal como todos os outros.
C- Mas na hora da tristeza, os outros foram embora, mas ele, o amor da minha vida, permaneceu. E a maneira como ele me aquece é diferente. Fez-me conhecer um mundo mágico!
M- Ouve, ingenuidade, o principe encantado não existe e por isso aconselho-te a desiludires-te.
C- Pronto, mente. Já chega! Não me convences! Hás-de ver o nosso amor florir e hás-de me pedir desculpa.
M- Achas que sim?!
C- Tenho a certeza, até porque desta vez não vou dar ouvidos aos teus conselhos idiotas. Este amor vai durar, e tu não me podes impedir. Até um dia, companheira! Encontramo-nos no dia em que te redimires.
M- Boa sorte, coração!
C- O amor não é um jogo.
terça-feira, 20 de março de 2012
Sou pobre e não tenho
alma. Perdi-a enquanto caminhava rota, embalada pelo vento, pelas ruas da
cidade. Dormi por baixo dos ferros que se curvavam sobre mim, formando um
abrigo. Adormecia todas as noites com a placa “Ponte dos Miseráveis” em frente
dos olhos. Ali era a minha casa, mas nunca foi o meu lar. Esse já estava
enterrado à muito. Vivi ali anos infindáveis, angústias sem fim, amargura
eterna. Nunca sorri até te ver, até sentir o teu calor que aqueceu o meu corpo
que estava do outro lado da rua. As cinzas transformaram-se em carne, eras tu.
Surgiu vida ao fim de tanto tempo de desespero. Tantos anos deambulei pelo
mundo fora, perdida e desencaixada de todos mas nunca cessei de te procurar.
Hoje vi-te do outro lado da estrada. Quis tocar-te, desejei o teu cheiro, estou
sedenta de ti. Reparo no reflexo que sobressai no vidro espelhado da montra que
está à minha frente. Esta sou eu?! Quem sou eu?! Eu gritava em silêncio dentro
de mim e nunca me ouvi. Foi o que vi que me despertou a atenção. Tantas rugas e
olheiras. Estou descabelada, tenho a roupa rota, cheiro mal e as minhas unhas
estão sujas de terra. Ardem-me os olhos, as minhas lágrimas são ácidas e a
rotina do choro tirou o brilho das janelas da minha alma. Estou triste. Sou
triste. Estás a fugir, espera! Olha para mim , repara nas minhas feições, sou
eu. Espera! Eu grito, tu olhas, eu grito mais, tu olhas com desprezo, sem me
reconheceres. Volta, volta para me abraçares, para me limpar as lágrimas com
beijos. Volta para me fazer feliz, eu imploro-te, leva-me de volta ao meu lar.
sábado, 17 de março de 2012
A promessa mais fácil de cumprir
Olhas-me nos olhos e dizes que me amas. Beijas os meus lábios e mordes o meu pescoço com o desejo de me consumir. És o meu herói! És tu quem me segura quando estou a cair da varanda do meu quarto, quando tento fugir pela janela. És tu quem corre na minha direcção quando saio do comboio, com vontade de matar as saudades que já apertam à dias. És tu quem me agarra pela cintura para me proteger do mundo lá fora, do mundo fora do nosso. És tu quem me conta a vontade que tens de fugir comigo para uma ilha onde ninguém nos conhece. És tu quem me olha com orgulho. És tu quem me deixa sem palavras. És tu quem me leva à lua. Quando é preciso, és tu quem me faz perceber que estou errada e que tenho de assentar os pés no chão. É para ti que eu corro a chorar ou a rir para contar a novidade do dia. És tu quem eu abraço. És tu quem me leva a passear pela cidade, sempre com a minha mão entrelaçada na tua. És tu quem faz o meu coração acelerar quando oiço a tua voz. És tu quem me faz estremecer quando me tocas. És tu quem carrego no pensamento desde a manhã à noite. És tu quem me provoca um arrepio na espinha. És tu! És tu quem eu quero que me acompanhe até ao fim da vida.
Não quero que pronuncies as palavras “Prometo que te amarei para sempre. Ficaremos para sempre juntos” em vão. Não prometas. Não sabes se podes cumprir. Talvez um dia, quando formos velhinhos, e estivermos deitados na nossa cama, eu te possa ouvir dizer: “Lembraste-te do dia em que te levei ao altar? Eu prometi que ficaria contigo para sempre. Que estaria contigo nos momentos mais difíceis, na doença e na saúde. Na tristeza e na alegria. Sabes?! Prometer amar-te, foi a promessa mais fácil de cumprir. Eu amo-te até ao fim.”
terça-feira, 13 de março de 2012
E do que os adolescentes sofrem chama-se paixão
Nota de entrada: Este é um dos meus textos escrito há uns aninhos (talvez 3 ou 4) e é um bocadinho diferente da forma como eu escrevo actualmente mas achei o tema engraçado e decidi postá-lo! A verdade é que morri a rir com aquilo que escrevi! É exactamente aquilo que eu pensava naquela altura! Na verdade até é aquillo que eu acho hoje em dia, por isso não o considero totalmente desactualizado. Agora riam-se porque eu ainda me estou a rir (com o tema, com o primeiro parágrafo do texto, com a doença...)! ahah :b Enjoy it!
Tenho a certeza que neste mundo, não ha um único adolescente
que não se tenha apaixonado .. talvez pela rapariga gira da rua ou pelo rapaz
mais querido da escola; ou até mesmo pela rapariga mais totó e divertida ou
pelo rapaz mais feio mas com um coração giganteeeee! E o que é isso da paixão?
Bem, eu sei que é diferente do amor ... é tão louco, tão cego, tão ... próprio
da idade do armário. Enfim, é bom sentirmos aquele calor dentro de nós, as
borboletas a passearem pela barriga, as pernas a tremer e o coração a bombear o
sangue a uma velocidade inantigivel.
É excelente a sensação de sentir o batimento do coração de outra
pessoa quando está conosco. É sentirmo-nos seguros, mais que isso, é estarmos
apaixonados. E quando estamos apaixonados, só queremos estar com a pessoa que agarra
o nosso coração, só conseguimos ver um futuro com ela. Ela não tem defeitos e
tudo o que faz é mais do que perfeito. As palavras saem por impulso, sem se
pensar ou se fazer caso do que se diz de verdade.
Bem, mas o amor é muito mais do que uma paixão cega e devastadora. É
aprendermos a apreciar cada gesto, cada palavra que sai da boca dele ou dela. A
segurança é a base da relação, e o apoio nunca falta entre o casal. Os defeitos
de um, são benéficos para ambos, pois conseguem mudar pequenas coisas que só
faz quem realmente ama. O amo-te que
sai da boca de um enamorado, sai no momento certo e é um sentimento tão
perfeito, que é bem capaz de ser indestrutível.
Oh, é este o amor que eu procuro, mas por agora posso viver a loucura
da paixão e agir por impulso quando me der na cabeça?
Paixão adolesçática, é o que é.
Mas alguém duvida?!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Somos bonitas e elegantes, mesmo quando nos acham feias e rechonchudas. Somos queridas e simpáticas, mal-humoradas e compulsivas. Somos especiais. E hoje o dia é nosso! FELIZ DIA DA MULHER! :)
P.s. A minhã professora de análise matemática fez com que os 30 rapazes do turno dessem os parabéns às duas únicas raparigas. "Foi um miminho" como ela disse :b
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Querido segundo semestre,
Precisamos de ter uma conversa séria. O teu irmão primeiro semestre foi um pouco antipático comigo e as nossas cadeiras chocaram assim que se viram, mas aqui estou eu, pronta para lhes dar uma segunda oprtunidade. Tenho um acordo para te propor: deixas-me fazer todas as maravilhosas cadeiras de matemática e as lindas específicas de electrotecnia, com excelentes e grandiosas notas, e eu prometo que te levo a praia que banha a faculdade. Não sejas mau para mim como foi o teu irmão, sabes o que eu sofri naqueles exames e eu quero poupar-te esse trabalho, a ti e aos meus estimados professores. Bem, na verdade, também me quero poupar a mim, e sabes que mais? Eu quero férias! Quero ter o mês de Julho, quero viajar, quero enterrar o caloiro que há em mim, quero usar o traje e quero planear as praxes para massacrar os próximos caloiros. Mas para isso, meu querido, preciso que me facilites a vida. A responsabilidade é tua e eu estou a contar contigo. Não me desiludas!
Com amor,
A tua aluna preferida, S.
A tua aluna preferida, S.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Acordei com uma mensagem tua, fico radiante, tiro um sorriso contagiante da caixinha que me deste e que guardo com muito cuidado. Apetece-me vestir uma roupa nova e que todos reparem como me fica bem. Apetece-me usar o colar que me deste naquela noite especial quando me levaste a jantar fora, num restaurante no centro da cidade. Quero usar os sapatos de salto alto cor-de-rosa e quero usar os oculos de sol que comprámos na feira por brincadeira. Tenho uma vontade enorme de ouvir música! Ponho os phones nos ouvidos, o volume está no máximo. A música que está a passar é a primeira musica que cantei para ti. Saio! Desço a rua a cantar e a dançar. Dou bom dia aos vizinhos e a todos os outros turistas que não me conhecem e talvez nem me percebem. Chego ao café do fundo da rua, aquele café que faz esquina com a casa que planeámos comprar daqui a uns tempos. Peço uma bola de berlim, o bolo que me espetaste na cara como vingança do beijo atrevido que te roubei no dia em que te conheci. Bebo um sumo de laranja, manga e cenoura, aquele que mais gostas. Depois do pequeno almoço calórico, vou à baixa. Compro-te um peluche marcado com “adoro-te muito”. Compro um vestido amarelo, da tua cor preferida. Encontro uns amigos pelo caminho, e almoçamos na pizzaria. Eu peço aquela que costumamos comer quando estamos em tua casa a ver um filme romântico ou de comédia. Despeço-me deles. Estou quase a chegar a casa e ligo-te na esperança que aceites o meu convite para jantar. Dizes que sim, nem eu esperava outra coisa. Atarefada, começo a arrumar a casa. Vou preparar o jantar. Vamos comer lasanha, o teu prato favorito. Com tanta pressa, queimo-me, mas nao faz mal porque tu acabaste de chegar para me pôr o penso no dedo. Agradeço-te e ofereço-te um copo com champanhe, do mais rasca que há. Não faz mal, nenhum de nós sabe apreciar bom champanhe. Fazemos um brinde ao momento, ao dia, à vida. Jantamos e tu repetiste. A sobremesa foi bolo de chocolate, o bolo que a tua mãe ofereceu à minha quando as familias se viram pela primeira vez. Sentámo-nos no sofá e tu trouxeste um filme para rir. Os que eu mais gosto! De tantas gargalhadas, o vizinho de baixo foi bater à porta ... tive de o despachar com um rolo da massa, por mais irónico que pareça. Acabamos de ver o filme e ficamos a conversar durante horas. Lembro-me perfeitamente de deitar a minha cabeça sobre o teu peito e de sentir a aritmia do teu coração. Batia tão depressa como uma montanha-russa. Pediste para sentir o meu. Peguei na tua mão e coloquei-a junto do meu coração, “Não duvides, há-de sempre bater assim por ti.” Encostei a minha cabeça ao teu ombro e ouvi-te cantar aquela musica que ouvia hoje de manha no mp3. Fui buscar o peluche e entreguei-to. Agradeceste com um beijo. Hoje o dia foi dedicado a ti. Acordei, com um sorriso na cara, uma dor de costas e uma cozinha um tanto desarrumada. Adormeci ali, contigo ao meu lado e com a tua mão colada à minha desde ontem à noite. A certeza de que te amava foi tanta mais uma vez, que prometi nunca te deixar.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
- Se fosse verdade achas que estaria aqui e tinha passado pelo que passei contigo? – perguntou ele indignado.
- Hmm – ri-me – Já vencemos muitas batalhas juntos, certo?
- Certo – ele sorriu – E é por isso, que tenho a certeza que quero combater durante muito mais tempo contigo e por ti.
- Eu nunca te vou deixar batalhar sozinho.
- Nem eu iria aceitar – ajoelhou-se perante mim, e pegou na minha mão – Já não imagino a minha vida sem ser iluminada diariamente pelo teu sorriso. Perderia a cor, o sentido.
- Estás a deixar-me envergonhada – disse eu com o coração a palpitar a uma velocidade louca.
- É suposto ser eu a estar embaraçado neste momento – corou – Mas eu tenho a certeza do que vou falar. Deixa-me dizer isto de uma vez: Tu sabes o bem que me fazes. Ensinaste-me a amar e a sofrer por amor. Desde o primeiro olhar que trocamos que reparei que tinhas algo diferente das outras raparigas, algo que me atraia. Não só fisicamente, porque tu és linda, mas algo que eu conseguia decifrar no teu olhar. Era magia. Tu és magia. És um sonho, meu amor. Não pensei fazer isto tão cedo, mas tu trouxeste-me até aqui e aqui estou eu a pedir-te que fiques comigo para sempre. Casas comigo?
Derramei uma lágrima. As palavras fugiram da minha boca e fixei os seus lindos olhos azuis. – És aquele que eu quero ver quando fechar os olhos e adormecer, aquele que eu quero ver quando acordar durante a noite, aquele que eu quero ver quando acordar de manhã para enfrentar o mundo. És tu que aqueces o meu coração e és tu que lhe dás vida. Eu amo-te – sorri e ficamos assim por uns segundos- Já tens a resposta? – perguntei com o sorriso ainda esboçado na cara.
- Eu amo-te – respondeu com um sorriso que derreteu o meu coração.
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